Chefe do governo alemão visita a Ucrânia em meio a aumento de ataques russos
O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, chegou a Kiev neste domingo (4), em uma visita não anunciada previamente à capital ucraniana, que enfrenta um aumento dos ataques russos.
Duas das oito pontes em Kiev sobre o rio Dnipro foram atingidas por drones russos nos últimos dias, provocando engarrafamentos gigantescos.
"Impacto na pista na ponte do Norte. Os serviços de emergência estão a caminho", anunciou, na manhã deste domingo, o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, no Telegram. Um pouco antes, as autoridades ucranianas tinham emitido um alerta para drones que se dirigiam a Kiev.
Merz, cujo país é um dos principais aliados da Ucrânia na guerra contra a Rússia, esteve acompanhado pela ministra da Economia, Katherina Reiche, informaram fontes governamentais em Berlim.
O chanceler alemão viajou a Kiev porque "a Ucrânia precisa de todo o nosso apoio nas próximas semanas", declarou o dirigente conservador.
"Se a Rússia não for contida, sua máquina de guerra se voltará contra nós mais cedo ou mais tarde", alertou.
Merz visitou, juntamente com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, a sede da Academia de Ciências de Kiev, danificada recentemente por um ataque russo. Ao longe, ouviam-se explosões e sirenes antiaéreas, constatou um jornalista da AFP.
"Aqui podemos constatar o absurdo desta guerra", declarou Merz, pedindo que cessem os ataques contra a população civil.
Zelensky ressaltou que a capital ucraniana "vive uma situação terrível, noites e dias horríveis".
"É essencial não deixar a Ucrânia sozinha diante desse terror", acrescentou, em mensagem no Telegram.
Segundo fontes do governo alemão, Merz deverá anunciar uma nova ajuda militar de cerca de 1 bilhão de euros (R$ 5,8 bilhões) para a Ucrânia, que seria destinada à defesa contra os drones de reação que a Rússia utiliza cada vez mais e que são muito difíceis de detectar.
Sua visita a Kiev ocorreu um dia depois de a Rússia ter pedido a estrangeiros e diplomatas que deixassem a cidade, ao advertir sobre novos bombardeios aéreos "maciços".
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A.Gonzalez--LGdM