Rubio e Bukele debatem combate à "influência estrangeira maligna" sobre infraestruturas críticas
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, discutiu nesta terça-feira (13) com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, formas de combater a "influência estrangeira maligna" sobre infraestruturas críticas, segundo o Departamento de Estado.
Rubio e Bukele também abordaram, durante uma conversa telefônica, a pressão diplomática sobre Cuba, de acordo com um comunicado.
El Salvador é um aliado próximo do governo de Donald Trump e aderiu imediatamente à sua aliança de segurança, Escudo das Américas, em março deste ano.
Os Estados Unidos estão especialmente atentos à presença chinesa em portos e pontos estratégicos de comunicação na América Central, onde Pequim ampliou seus investimentos nos últimos anos.
Rubio e Bukele "abordaram a necessidade de manter a segurança das infraestruturas críticas, incluindo os portos, e protegê-las de influências estrangeiras malignas", informou o comunicado.
Atualmente, há dois grandes projetos de investimento estrangeiro em El Salvador: uma usina fotovoltaica em Conchagua, a cargo da empresa chinesa PowerChina, e a modernização dos portos de Acajutla e La Unión, sob responsabilidade da empresa turca Yilport Holding.
No início do ano, o governo de Donald Trump obteve uma importante vitória estratégica e econômica no Panamá, onde foi rescindida a licença concedida ao conglomerado de Hong Kong CK Hutchison para operar dois portos no Canal do Panamá.
A empresa apresentou uma ação de arbitragem contra o Panamá e reivindicou uma indenização de 1,5 bilhão de dólares (R$ 7,5 bilhões).
O governo Trump adotou uma nova política externa para as Américas, denominada "doutrina Donroe", segundo a qual Washington deve zelar por seus interesses no hemisfério e impedir que potências estrangeiras assumam o controle de setores estratégicos.
Por outro lado, Rubio ressaltou a Bukele que "o regime cubano não realizará as reformas que o povo cubano merece enquanto acreditar que a comunidade internacional está do seu lado", segundo o comunicado.
El Salvador se alinhou à política de pressão máxima do governo Trump sobre Cuba, que inclui um bloqueio ao fornecimento de petróleo e amplas sanções econômicas contra Havana.
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X.Rivera--LGdM