Samuel Eto'o declara apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino
O ex-atacante camaronês Samuel Eto'o declarou publicamente seu apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em meio à crescente pressão sobre o dirigente ítalo-suíço.
Infantino vem sendo duramente criticado desde o fracasso da proposta de abertura para investimentos privados em torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
A Uefa ameaçou boicotar as competições da Fifa e várias federações continentais e nacionais também retiraram seu apoio a Infantino.
No entanto, Eto'o, que é presidente da Federação Camaronesa de Futebol, ignorou as críticas à liderança de Infantino e considerou que a reação negativa ao se deve, em grande parte, a manobras políticas antes das eleições à presidência da Fifa no ano que vem.
"Não acho que o presidente Gianni Infantino tenha feito nada de errado", declarou o ex-jogador à CNN. "Acho que tudo isso está acontecendo porque as eleições estão se aproximando".
O plano de Infantino, que segundo relatos teria distribuído aportes financeiros consideráveis entre as 211 associações-membro da Fifa, enfrentou uma forte oposição de várias confederações e finalmente foi abandonado.
O presidente da Fifa continua sob pressão, com a possibilidade de ter aberta contra ele uma moção de censura. A Uefa, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a Concacaf - que rege a América do Norte, a América Central e o Caribe - manifestaram preocupação com os rumos da Fifa nas últimas semanas.
Por outro lado, a Confederação Africana de Futebol (CAF) expressou "apoio unânime" a Infantino no início deste mês.
"O presidente Gianni Infantino mudou o futebol", disse Eto'o, fazendo um apelo aos demais países africanos para que apoiem o dirigente ítalo-suíço.
"Ele deu oportunidades a nações que antes não as tinham para participar do principal torneio, a Copa do Mundo. Permitiu que as nações menores conseguissem vagas nessas competições", explicou o camaronês.
"Ele ajudou o nosso continente. Ele ajudou as nossas federações a se desenvolverem muito mais rapidamente e temos que reconhecer isso. Temos que aceitar e reconhecer o que ele fez, e devemos apoiá-lo por tudo o que ele realizou até agora", concluiu.
L.Flores--LGdM