Portugal investe mais de 260 milhões de euros em cibersegurança
Portugal vai reforçar o investimento na segurança digital com mais de 260 milhões de euros destinados ao Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). A medida visa proteger os sistemas do Estado, melhorar a resposta a ciberataques e capacitar organizações, num contexto de crescente sofisticação das ameaças informáticas.
Portugal vai reforçar o investimento na segurança digital com mais de 260 milhões de euros, destinados a medidas no âmbito do Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). O anúncio foi destacado pelo Governo na sequência da conferência Future of Cyber. O objetivo é proteger os sistemas digitais do Estado, melhorar a capacidade de resposta a ciberataques, preparar as instituições para situações de crise e reforçar as competências das organizações na área da segurança informática.
Um dos dados em destaque é o crescimento do orçamento do Gabinete Nacional de Segurança (GNS), que integra o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS). Segundo os valores divulgados pelo Governo, o orçamento passou de aproximadamente 24 milhões de euros em 2024 para cerca de 58 milhões de euros em 2026.
O PTRR contempla várias medidas destinadas a reforçar a segurança digital nacional. Entre as principais verbas previstas encontram-se 225 milhões de euros, que se destinam, nomeadamente, à proteção de sistemas, redes e dados críticos, à modernização de infraestruturas e ao desenvolvimento de capacidades de prevenção, deteção, resposta e recuperação perante incidentes. Estão também previstos reforços dos centros de operação de segurança (SOC), da gestão de vulnerabilidades e das capacidades de recuperação de sistemas.
Já os 20 milhões de euros destinados à formação e capacitação pretendem apoiar empresas, particularmente PME, e entidades do setor social, através de iniciativas de sensibilização, treino e desenvolvimento de competências. O reforço do investimento surge num contexto de crescente sofisticação dos ciberataques, de maior utilização da inteligência artificial e de digitalização dos serviços públicos e das empresas.
Mais do que investir em tecnologia, Portugal pretende reforçar a capacidade de antecipar ameaças, responder a incidentes e garantir a continuidade dos serviços essenciais. O desafio será agora transformar os investimentos anunciados em capacidades efetivas de proteção e resiliência digital.
A.Gonzalez--LGdM