Brasil gera 121,3 mil empregos formais em setembro
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou nesta quarta-feira que o mercado formal criou 121,3 mil postos em setembro. O saldo representa um aumento de 24,7% em relação a agosto, quando foram geradas 161 mil vagas.
Apesar do avanço mensal, o número é inferior aos 214,6 mil registros ajustados de setembro de 2025. A retração anual reflete a pressão dos juros elevados e da desaceleração econômica. Em relação ao início da série histórica pós-2020, este foi o pior resultado para o mês.
De janeiro a setembro, acumulou-se uma queda de 27,9% nas vagas formais. A agropecuária foi o único setor entre os cinco analisados que demitiu mais do que contratou, comportamento típico devido ao início da safra e plantio.
Os serviços lideraram a criação de postos, com destaque para atividades administrativas (18,3 mil), saúde humana (15,4 mil) e transporte (13,2 mil). Na indústria, os segmentos de fabricação de alimentos e veículos automotores foram positivos. O comércio varejista também contribuiu significativamente.
Geograficamente, 26 unidades da Federação registraram saldo positivo. São Paulo liderou com 19,3 mil novos empregos, seguida por Pernambuco e Alagoas. Apenas o Rio Grande do Sul apresentou demissões líquidas (2,9 mil), afetado pelo fim da safra de fumo e pela retração no varejo.
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41. O total de trabalhadores com carteira assinada atingiu 48,35 milhões ao final do mês.
E.Dorame--LGdM