La Gaceta De Mexico - Estudantes franceses voltam às ruas antes de grande protesto de sábado

Estudantes franceses voltam às ruas antes de grande protesto de sábado
Estudantes franceses voltam às ruas antes de grande protesto de sábado / foto: © AFP

Estudantes franceses voltam às ruas antes de grande protesto de sábado

Estudantes de escolas e universidades da França voltaram às ruas em massa nesta terça-feira (13), antes das passeatas do próximo sábado em protesto contra o custo de vida elevado.

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Desde 17 de setembro, quando começou a mobilização, estudantes do ensino médio reivindicam melhores condições nas escolas, a reforma dos prédios, o fim da seleção por meio da plataforma Parcoursup e um plano de investimento de 10 bilhões de euros para as instituições.

A ativista sueca Greta Thunberg compareceu na manhã de hoje diante da escola Paul-Éluard, em Saint-Denis, um dos epicentros do movimento, para apoiar os estudantes.

Dezenas de milhares de manifestantes (161.500, segundo o Ministério do Interior, e 480.000, segundo a coalizão sindical juvenil) foram às ruas nesta terça-feira em todo o país. A manifestação de hoje foi a primeira antes das grandes passeatas convocadas em protesto contra o custo de vida em todo o país.

Em Paris, houve confrontos entre manifestantes e as forças de ordem, que recorreram a gás lacrimogêneo e jatos d'água. Já uma primeira passeata, que reuniu líderes do movimento de esquerda França Insubmissa, entre eles Jean-Luc Mélenchon, transcorreu de forma pacífica.

"Vou prestar o exame final do ensino médio neste ano e ainda não tenho professor de inglês nem de física e química", contou à AFP a estudante Lise, rodeada de pais, professores e sindicalistas que se juntaram aos manifestantes.

"Há vazamentos de água na nossa escola, pedaços do teto caem nas salas de aula. Por que temos que aceitar isso?", questionou a estudante do ensino médio Cloé, em Caen. "Não vamos ceder", afirmou seu colega Naouel, em Brest.

A secretária-geral do sindicato CGT, Sophie Binet, presente na manifestação em Paris, afirmou que, "enquanto não houver resposta às reivindicações, a mobilização continuará".

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P.Gomez--LGdM