Secretário de Segurança Interna critica prefeito de Nova York por pedir extinção do ICE
O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, criticou duramente nesta sexta-feira (9) o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, por exigir que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) deixe a cidade e seja extinto depois que seus agentes feriram a tiros um dominicano durante uma operação.
"Suas palavras são perigosas e incitam a hostilidade", afirmou Mullin em uma entrevista coletiva na qual defendeu a atuação dos agentes do ICE.
Mullin afirmou que Oscar Belgal, de 28 anos, o homem baleado pelos agentes do ICE na quinta-feira no Bronx, tinha antecedentes criminais e tentava evitar sua prisão.
"Ele chegou a este país legalmente há alguns anos e, desde que entrou, cometeu um crime após o outro", afirmou o secretário de Segurança Interna.
Belgal sofreu um ferimento superficial no pescoço e foi hospitalizado, enquanto uma criança de cinco anos que estava em seu carro saiu ilesa.
Mullin afirmou que os agentes do ICE não sabiam que havia uma criança no carro quando abriram fogo contra a vítima.
O prefeito democrata de Nova York condenou os disparos e afirmou que pedirá ao presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que interrompa as operações do ICE em Nova York.
"Queremos que saiam agora", disse o prefeito na rede social X na noite de quinta-feira. "Acabem com o ICE", declarou.
"Prefeito, se acabar com o ICE, quem vai tirar os criminosos das ruas de sua própria cidade?", respondeu Mullin. "Quem vai prender os assassinos, os ladrões e os integrantes das gangues?".
Marcos Charles, um alto funcionário do ICE, também participou da entrevista coletiva e afirmou que Belgal havia "se recusado a cumprir as ordens legais para sair de seu veículo".
"Em seguida, acelerou seu veículo, atingindo dois de nossos veículos oficiais do ICE, e depois o utilizou como arma e continuou acelerando, dirigindo-se contra outros agentes", explicou Charles.
"Nossos agentes, seguindo seu treinamento e acreditando que suas vidas, as de seus colegas e as da população em geral estavam em perigo, seguiram seu treinamento e dispararam suas armas", acrescentou.
Centenas de manifestantes se reuniram no local dos disparos na tarde de quinta-feira para expressar sua oposição à política de linha dura de Trump contra os migrantes.
Y.Mata--LGdM