La Gaceta De Mexico - Sobrevivente de execução malsucedida nos EUA consegue andar, mas está mentalmente 'confusa'

Sobrevivente de execução malsucedida nos EUA consegue andar, mas está mentalmente 'confusa'
Sobrevivente de execução malsucedida nos EUA consegue andar, mas está mentalmente 'confusa' / foto: © Tennessee Department of Correction/AFP

Sobrevivente de execução malsucedida nos EUA consegue andar, mas está mentalmente 'confusa'

A americana condenada por assassinato que sobreviveu a uma execução malsucedida conseguiu caminhar pelo seu quarto de hospital, embora esteja mentalmente "confusa", afirmou seu advogado em uma entrevista divulgada nesta quinta-feira (8).

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Christa Pike, de 50 anos, havia sido considerada com morte cerebral após receber duas doses letais do medicamento pentobarbital em 30 de setembro que não conseguiram matá-la.

Segundo seus advogados, os médicos planejavam desligar os aparelhos de suporte de vida na terça-feira, quando ela inesperadamente acordou e começou a falar.

"Hoje ela se levantou e está andando pela primeira vez, mas apenas pelo quarto, não muito longe", disse o advogado Stephen Ferrell à BBC.

"Ela também está um pouco confusa. Pode perder a linha de raciocínio muito facilmente e se esquecer para onde está indo", detalhou, acrescentando que "pode haver algum dano permanente. Ainda não sabemos".

Ferrell não viu a condenada pessoalmente nem falou com ela, mas recebe informações de colegas que o fizeram.

Pike foi sentenciada à morte no estado do Tennessee pelo assassinato de uma colega de classe cometido quando era adolescente. Desde a execução malsucedida, seus advogados têm pedido repetidamente ao governador Bill Lee que mude sua pena para prisão perpétua.

Lee suspendeu as execuções no Tennessee enquanto aguarda uma investigação independente sobre o caso da execução.

- "Terreno desconhecido" -

Não se sabe se o estado tentará executar a detenta novamente em algum momento. "Estamos realmente em um terreno muito desconhecido", disse Ferrell.

Pike é a única detenta que sobreviveu após receber injeções com doses letais de fármacos utilizados para executar pessoas, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPI, na sigla em inglês).

Outros casos de execuções malsucedidas nos Estados Unidos ocorreram porque o procedimento não saiu conforme o previsto, embora estes presos tenham acabado morrendo, de acordo com o DPI.

Sete execuções foram interrompidas quando a equipe não conseguiu colocar as linhas intravenosas para a injeção letal.

Na quarta-feira, um tribunal ordenou às autoridades penitenciárias do Tennessee que preservassem todas as provas relacionadas à execução malsucedida de Pike, incluindo os suprimentos médicos, resíduos e gravações de áudio e vídeo.

Com exceção deste caso, houve 30 execuções nos Estados Unidos neste ano, todas por injeção letal. A mais recente foi a de Jamaal Howard, executado no Texas na quarta-feira por matar o funcionário de uma loja durante um assalto em 2000.

A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados, e outros três - Califórnia, Oregon e Pensilvânia - mantêm moratórias.

O Pentágono informou nesta semana que o presidente americano, Donald Trump, aprovou a execução de Nidal Hasan, um psiquiatra do Exército americano que matou 13 pessoas e feriu mais de 20 em Fort Hood, Texas, em 2009.

Sua morte por fuzilamento, marcada para 3 de dezembro, seria a primeira execução militar americana desde 1961.

X.Quintero--LGdM