Venezuelano detido por 10 meses por serviços de imigração é libertado nos EUA
Militantes democratas e ativistas celebraram nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (19), a libertação de um estudante do ensino médio venezuelano que passou dez meses sob custódia depois de ser detido por agentes de imigração no âmbito dos planos de deportação em massa de Donald Trump.
Dylan Contreras, de 21 anos, foi preso em maio do ano passado após comparecer a uma audiência de imigração em um tribunal de Nova York. Posteriormente foi transferido para um centro de detenção na Pensilvânia.
As autoridades de imigração afirmaram que Contreras - que deixou a Venezuela em 2024 em busca de asilo nos Estados Unidos - encontrava-se no país de forma ilegal. Seus advogados contestam essa alegação e sustentam que lhe foi negado o devido processo legal.
As circunstâncias de sua libertação não estão claras e seu pedido de asilo segue pendente.
“É realmente terrível estar lá dentro”, comentou Contreras sobre sua detenção durante uma coletiva de imprensa em Manhattan. “Há todo tipo de pessoas que realmente não mereciam estar ali; com este caso, quero continuar lutando por elas, porque é isso que deve ser feito [...] Tudo o que vivemos é injusto”, acrescentou.
O jovem estava acompanhado de sua mãe, assim como do prefeito da cidade de Nova York, o socialista Zohran Mamdani, e da governadora do estado, Kathy Hochul, ambos do Partido Democrata.
“Ele pertence à cidade de Nova York. Esta cidade sentiu falta de sua presença e estamos imensamente agradecidos por você ter voltado para casa. Esta é a sua casa”, disse Mamdani a Contreras.
Hochul qualificou a detenção como “reprovável e repugnante”. “Este dia [de libertação] precisa se repetir de novo e de novo e de novo até que todos se reúnam com seus entes queridos”, declarou.
A aplicação das leis migratórias transformou-se em um importante foco de conflito entre republicanos e democratas.
Nos últimos meses, explodiram protestos nos Estados Unidos, agravados pelos assassinatos de dois manifestantes americanos por agentes federais de imigração em Minneapolis, em janeiro.
“A demonização dos imigrantes vai contra nossa história e nossa realidade, e semeia o medo que ameaça nossa própria identidade”, afirmou Shani Adess, vice-presidente do New York Legal Assistance Group, entidade que representa Contreras.
R.Andazola--LGdM