La Gaceta De Mexico - Além do futebol, Copa do Mundo se transforma em uma vitrine musical

Além do futebol, Copa do Mundo se transforma em uma vitrine musical
Além do futebol, Copa do Mundo se transforma em uma vitrine musical / foto: © AFP

Além do futebol, Copa do Mundo se transforma em uma vitrine musical

Renomados artistas internacionais na cerimônia de abertura e um espetáculo inédito no intervalo da final: para a Copa do Mundo de 2026, a Fifa busca produzir, graças a uma programação musical excepcional, um acontecimento cultural global que deseja ampliar seu público para além dos fãs de futebol.

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- Uma inauguração ao ritmo da música -

As celebrações começam nesta quarta-feira (10), na véspera do início da competição, com shows na Cidade do México, Toronto e Los Angeles. As primeiras partidas acontecem no México na quinta-feira (11) e, no Canadá e nos Estados Unidos, na sexta-feira (12). Nos estádios, a música terá grande protagonismo nas cerimônias de abertura.

A ideia é a mesma nestes eventos: reunir no mesmo palco superestrelas globais com grandes figuras regionais. Entre as primeiras estão a estrela do pop americano Katy Perry, a emblemática cantora canadense dos anos 90 Alanis Morissette, o rapper de Atlanta Future, o cantora brasileira Anitta, o ícone tailandês do J-pop Lisa e a estrela nigeriana do afrobeats Rema.

Ao lado deles estão artistas menos conhecidos, mas importantes nos países coorganizadores do evento, como Los Ángeles Azules -uma verdadeira instituição no México-, a estrela do cinema de Bollywood Nora Fatehi e o rapper francês Vegedream, autor da famosa "Ramenez la coupe à la maison" ("Traga a taça para casa").

"Percebe-se um esforço muito coordenado por parte da Fifa e suas equipes de marketing para fazer da música um fio condutor que permita conectar públicos muito diferentes em todo o mundo", destaca Clayton Durant, fundador de uma empresa especializada em gerenciamento artístico musical e professor na Universidade de Nova York.

Este esforço não é novo: a entidade lançou, em 2021, seu programa FIFA Sound, descrito como uma "estratégia para alcançar públicos de todo o mundo graças à paixão compartilhada pelo futebol e pela música".

- Um espetáculo gigantesco na final -

O evento musical de maior destaque acontecerá na final, em 19 de julho, nos arredores de Nova York, quando, seguindo o exemplo do Super Bowl, será realizado, pela primeira vez, um show com três grandes estrelas mundiais: Madonna, Shakira e o grupo sul-coreano BTS.

Uma programação concebida "com a ideia de tentar unir todo o mundo", explica Hugh Evans, diretor da ONG Global Citizen, produtora do espetáculo.

Os valores investidos na produção do evento são comparáveis ao show do intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, afirma Evans.

Isso representa entre 10 e 20 milhões de dólares (entre 51,6 e 103,3 milhões de reais), segundo as fontes, um valor significativo que leva em conta os artistas que se apresentarão de forma voluntária.

Com 2 bilhões de telespectadores em potencial - um recorde para um show -, o espetáculo deve servir para apoiar o fundo em favor da educação que a Fifa, regularmente acusada de colocar os lucros econômicos acima de qualquer coisa, criou em conjunto com a Global Citizen.

- Um sucesso garantido? -

Para a música oficial da Copa do Mundo, a Fifa recorreu a um valor seguro: Shakira, autora de "Waka Waka", o hino da Copa de 2010 que se tornou um sucesso mundial. Sua nova música, "Dai Dai", interpretada junto com o nigeriano Burna Boy, mistura pop latino e afrobeats.

Esta música faz parte de um álbum oficial com 18 faixas, que inclui o grupo de música eletrônica Major Lazer, o "rei do reggaeton" Daddy Yankee e até mesmo os Rolling Stones, misturando também os gêneros.

- Um sonho de artista -

Os artistas programados para estes shows transmitidos para o mundo inteiro têm muito a ganhar em termos de notoriedade.

A participação em um evento deste tipo "pode gerar um aumento nas reproduções e nas receitas relacionadas ao streaming, mas também atrair novos públicos suscetíveis de comprar ingressos de shows no futuro", resume Clayton Durant.

E isso não diz respeito apenas aos músicos que buscam reconhecimento maior.

Para Madonna, que aos 67 anos não conhece um grande sucesso desde "Confessions on a Dance Floor", de 2005, o show de 19 de julho representa uma ocasião para reacender a chama durante a promoção de seu novo álbum ("Confessions II"), que será lançado em 3 de julho.

X.Rivera--LGdM